The Duskbloods terá matchmaking por habilidade — até a FromSoftware quer proteger os novatos
The Duskbloods terá um sistema de matchmaking que considera a habilidade dos jogadores.
Hidetaka Miyazaki explicou que a FromSoftware pretende usar uma estrutura ranqueada para evitar que veteranos transformem a primeira partida de um novato em punição.
Eu sei que essa frase vai dividir a comunidade.
Existe gente que vê qualquer proteção como perda de liberdade. Existe gente que abandona um jogo competitivo depois de enfrentar alguém com centenas de horas logo no começo.
No caso de The Duskbloods, o equilíbrio parece ainda mais importante.
O exclusivo do Switch 2 mistura confronto entre jogadores, inimigos controlados pelo jogo, objetivos e alianças temporárias em partidas para até oito Bloodsworn.
Não é apenas um duelo.
Miyazaki também comparou partes dos sistemas a RPGs de mesa. Pontos de vitória, combinações de personagens e elementos narrativos podem mudar o valor de uma ação que parece simples.
Isso me interessa mais do que descobrir quem tem o golpe mais forte.
A FromSoftware sempre soube transformar dificuldade em linguagem. O desafio diz onde olhar, quando recuar e o que ainda precisa ser aprendido.
Em um jogo multiplayer, porém, o professor pode ser outro jogador que não tem nenhuma intenção de ensinar.
Um bom matchmaking não torna a partida fácil. Ele tenta torná-la compreensível.
O perigo está em deixar o sistema rígido demais, aumentar o tempo de busca ou transformar cada encontro em uma prova calculada.
Mas prefiro ver a equipe pensando nisso antes do lançamento.
The Duskbloods parece querer aproximar ação, competição e interpretação. Para essa mistura funcionar, os novatos precisam sobreviver tempo suficiente para entender por que perderam.
Até a FromSoftware sabe que dificuldade sem aprendizado é só uma porta fechada.
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