PS6 e próximo Xbox a US$ 1.000? A nova geração pode começar cara demais
Um cenário analisado pela Ampere colocou um número desconfortável na conversa sobre a próxima geração: US$ 1.000.
Isso não é preço anunciado para o PlayStation 6 nem para o próximo Xbox.
É uma projeção sobre o que poderia acontecer se consoles tradicionais chegassem a esse valor.
Segundo a análise, as vendas acumuladas em cinco anos poderiam ficar quase 40% abaixo da geração do PS5. O mercado de jogos e serviços também perderia bilhões em relação a um cenário de US$ 700.
Eu nem preciso de uma planilha para entender o problema.
Console sempre foi vendido como uma porta simples para jogar. Você compra a caixa, liga na televisão e sabe que os jogos foram pensados para aquela configuração.
Se o preço se aproxima de um computador premium, essa promessa muda.
A inflação, o custo de componentes e a ambição técnica explicam parte da pressão. Mas existe um limite entre evoluir o hardware e afastar o público.
Também não adianta lançar uma máquina poderosa se milhões de pessoas continuam na geração anterior porque a entrada ficou impossível.
Uma base pequena reduz vendas de jogos, enfraquece multiplayer e faz os estúdios manterem versões antigas por mais tempo.
Ou seja, o preço do console afeta até quem consegue comprar.
Talvez a próxima geração venha dividida em modelos, assinaturas ou opções mais próximas de um PC. Talvez esses US$ 1.000 nunca apareçam na etiqueta final.
Por enquanto, tudo é hipótese.
Mas a discussão chega cedo porque a geração atual já ensinou que desempenho não é a única medida de avanço.
Quero carregamentos rápidos, mundos melhores e recursos novos.
Só não quero que o futuro dos videogames seja um lugar incrível que pouca gente consegue entrar.
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