Aliens: Fireteam Elite 2 transforma sobrevivência em trabalho de equipe
Aliens: Fireteam Elite 2 chega nesta semana colocando até quatro fuzileiros coloniais em corredores onde qualquer sombra parece ter dentes.
A proposta não tenta esconder o que é: um jogo cooperativo de ação e sobrevivência contra enxames de xenomorfos.
E eu acho que essa sinceridade pode ser sua maior força.
O universo de Alien funciona quando a criatura parece maior do que o plano. Você pode ter armas, armadura e uma equipe inteira, mas basta uma porta abrir no momento errado para tudo desandar.
No primeiro Fireteam Elite, os melhores momentos nasceram justamente dessa pressão compartilhada. Uma pessoa segura o corredor, outra tenta levantar um companheiro e alguém descobre tarde demais que deixou a munição acabar.
A continuação amplia o esquadrão e promete levar os jogadores a lugares ainda mais hostis.
Mas número maior não significa medo menor.
O desafio será fazer cada participante ter uma função sem transformar a partida em uma confusão de efeitos. Cooperação boa não é quatro pessoas atirando para o mesmo lado. É cada uma entender por que está ali.
Também espero variedade nos encontros. Xenomorfo assusta pela imprevisibilidade. Se todo corredor termina na mesma onda, a tensão vira rotina.
Por outro lado, quando o jogo alterna silêncio, preparação e caos, a equipe começa a conversar de um jeito diferente. E é nessa conversa nervosa que o cooperativo ganha vida.
Aliens: Fireteam Elite 2 não precisa reinventar o terror espacial.
Precisa apenas lembrar que, naquele universo, sobreviver nunca foi um ato individual.
Se eu sair de uma missão culpando um amigo, agradecendo outro e dizendo que nunca mais entro naquela nave, o jogo já terá entendido a franquia.
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